[Livro do mês] John Piper – “Plena Satisfação em Deus”

Este livro está disponível para download no Satisfação em Deus, site oficial do ministério de John Piper em português.

John Piper

Livro do mês - Plena satisfação em Deus

Amado Leitor,

Escrevo este livreto porque a verdade e a beleza de Jesus Cristo, o Filho de Deus, são fascinantes. Eu faço coro com o salmista:

Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os do Senhor e meditar no seu templo. Salmos  27 : 4

Se você é um guia turístico e sabe que os turistas anseiam por desfrutar da beleza — que estão até mesmo dispostos a arriscar suas vidas para que a vejam — e assim se vê diante de um pico de tirar o fôlego, então o seu dever é mostrá-lo a eles e insistir que desfrutem da vista. Bem, a raça humana de fato anseia pela experiência da admiração.

E não há realidade mais arrebatadora do que Jesus Cristo. Estar com Ele não significa estar livre de perigo, mas a sua beleza é extraordinária.

Deus colocou a eternidade na mente do homem e encheu o coração humano de anelos. Mas nós não sabemos pelo que anelamos até que nós vejamos o quão formidável Deus é. Esta é a causa da inquietação universal. Daí a famosa oração de Santo Agostinho: “Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti”.

O mundo tem um anseio insaciável. Tentamos satisfazer este anseio por meio de férias com paisagens pitorescas, habilidades criativas, produções cinematográficas extraordinárias, aventuras sexuais, esportes espetaculares, drogas alucinógenas, devoções rigorosas,  excelência administrativa, dentre muitas outras coisas. Mas o anseio permanece. O que isto significa? C. S. Lewis responde:

Se encontro em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é a de que fui criado para um outro mundo.

A tragédia do mundo é que o eco é confundido com o grito que o iniciou. Quando estamos de costas para a beleza fascinante de Deus, fazemos sombra na terra e nos apaixonamos por ela própria. Mas isto não nos satisfaz verdadeiramente.

Os livros ou a música onde pensamos estar a beleza nos trairão se confiarmos neles… Pois eles não são a coisa em si; eles são somente o aroma de uma flor que não encontramos, o eco de um tom que ainda não ouvimos, notícias de um país que nunca visitamos.

Escrevi este livro porque a Beleza encantadora nos visitou. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14). Como, então, eu poderia deixar de clamar, Olhe! Creia! Seja satisfeito! Contemplar tal beleza pode custar a sua vida. Mas valerá a pena, pois sabemos, baseados na autoridade da Palavra de Deus, que “a tua graça é melhor do que a vida” (Salmo 63.3). Delícias infinitas são um dever arriscado. Mas você não se arrependerá da busca. Eu a chamo de prazer cristão.

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Informações do livro

Título: Plena satisfação em Deus
Subtítulo: Deus glorificado e a alma satisfeita
Autor: John Piper
Editora: Fiel
Edição:
Ano: 2009
Número de páginas: 96

Fonte: PIPER, John. Plena satisfação em Deus: Deus glorificado e a alma satisfeita. São José dos Campos/SP: Fiel, 2009.
Postado por:
Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

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[Orações Puritanas] Deus, a Fonte de todo bem

Orações Puritanas - Deus, a Fonte de todo bem

Ó Senhor Deus, que habitas na eternidade,
Os céus declaram a Tua glória,
A terra, as Tuas riquezas,
O universo é o Teu templo;
A Tua presença enche a imensidão,
Contudo do Teu prazer Tu criaste a vida e comunicaste a felicidade;
Tu me fizeste o que eu sou, e me deste o que eu tenho;
Em Ti eu vivo, e me movo, e existo;
A Tua providência pôs os limites da minha habitação,
e sabiamente dirige todos os meus afazeres.

Eu Te agradeço por Tuas riquezas a mim em Jesus,
pela descortinada revelação Dele em Tua Palavra,
onde eu contemplo a Sua Pessoa, caráter, graça, glória
humilhação, sofrimentos, morte e ressurreição;
Concede-me sentir uma necessidade pela Sua contínua presença salvadora,
e clamar com Jó: “Eu sou vil!”,
com Pedro: “Estou perecendo!”,
com o publicano: “Sê misericordioso para comigo, um pecador!”.

Subjuga em mim o amor do pecado,
Faze-me conhecer a necessidade da renovação, assim como do perdão,
a fim de Te servir e Te desfrutar para sempre.

Eu venho a Ti no todo-prevalecente nome de Jesus,
com nada propriamente meu para reivindicar,
nenhuma obra, nenhuma dignidade, nenhuma promessa.

Muitas vezes, eu ando desgarrado,
muitas vezes, oponho-me deliberadamente à Tua autoridade,
muitas vezes, abuso da Tua bondade.
Muito da minha culpa provém dos meus privilégios religiosos,
meu pouco apreço por eles,
minha falha em usá-los em meu benefício,
Mas eu não sou negligente para com o Teu favor nem indiferente à Tua glória;
Impressiona-me profundamente com um senso da Tua onipresença,
de que Tu estás em redor da minha vereda, dos meus caminhos,
do meu deitar, do meu fim.

Fonte: BENNET, Arthur (Ed.). The Valley of Vision: A Collection of Puritan Prayers & Devotions. Edinburg, USA: The Banner of Truth Trust, 2009, p. 5.
Tradução: 
Vinícius Silva Pimentel | PreciosoCristo | Original aqui.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Nossa suficiência em Deus

Áurea Emanoela

Nossa suficiência em Deus

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. (Salmo 23.4)

Há algum tempo o Senhor tem-me inquietado, tem-me feito refletir acerca de algumas questões, e todas elas convergem para uma mesma direção: Em que está firmada a nossa confiança?

Tenho ouvido pregações a respeito da bondade de Deus, das suas promessas, das suas benesses, afirmações de que Deus vai fazer isso e aquilo outro… De fato, Deus é bom, faz promessas (e as cumpre), exalta e abate, fere e sara, Ele é soberano sobre todas as coisas (Deuteronômio 32.39). O evangelicalismo tem crescido, é cada vez maior o número de pessoas que professam a fé em Deus como Senhor e Salvador de suas vidas; todavia, uma indagação é recorrente: em que tipo de Deus temos crido?

Já faz algum tempo que venho meditando nesse versículo do Salmo 23, e me perguntando por que, não raras vezes, esse versículo é suprimido das pregações. Falamos dos verdes pastos, do refrigério da alma, da mesa preparada na presença dos nossos inimigos… Contudo, suprimimos das nossas pregações – ou mesmo da nossa meditação individual – o “vale da sombra da morte”. É inato ao ser humano evitar o sofrimento, embora a Bíblia, ao longo dos seus Livros, nos mostre que as lutas, e mesmo os sofrimentos, fazem parte do caminhar cristão (2Timóteo 3.12; Mateus 16.24; 1Pedro 3.17), e é justamente nesse sentido que o salmista se dirige a Deus, em sua oração no Salmo 23.4.

A suficiência de Davi estava centrada em Deus. No versículo 1º, o salmista declara que “O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará”. Dois versículos abaixo, Davi expressa sua confiança no Deus que é o mesmo, ainda que ele se encontre no mais terrível lugar em que um homem possa estar, “no vale da sobra da morte”. Em outras palavras, o que Davi disse foi: “Porque o SENHOR é o meu Pastor, nada me faltará. Ele estará comigo em todas as situações, desde as melhores até a pior situação da minha vida, porque em Deus não há variação“.

"Deus estará comigo em todas as situações, porque Nele não há variação."

Vendo por esse espectro, é mais fácil compreender a expressão de confiança do salmista no Salmo 42.5 (“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.”). Aqui o salmista mostra seu anseio, aflito, pela presença de Deus; ele não esconde o quão abatida se encontra sua alma, clama, “grita” como se o Senhor o tivesse esquecido e traz à memória as maravilhas que Deus realizara no meio de seu povo. O autor do salmo não esconde o seu descontentamento; todavia, em meio a essa “enxurrada” de sentimentos, o salmista começa a doutrinar sua própria alma, fazendo-lhe perguntas: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas em mim?” O salmista sabia que Deus o estava assistindo, então responde à sua alma: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu“. A suficiência do salmista estava firmada em Deus, portanto, não importava em que situação ele estivesse, o Senhor estaria com ele!

Outra expressão de confiança em Deus encontra-se no livro de Jó – e essa, acredito eu, é uma das mais belas declarações de fé na suficiência do Todo-Poderoso. No capítulo 13, Jó declara: “Ainda que ele me mate, contudo nele esperarei” (v. 15a RAC). Jó sofrera grandes perdas nas áreas da vida que mais afetam os seres humanos: familiar, física e financeira. Poderíamos dizer que Jó era o mais miserável dos homens. Todavia, mesmo diante de todas as calamidades que se abateram sobre a sua vida, ele reforça a sua confiança no Senhor. Ele sabia que o Deus em quem ele cria e em cujos caminhos andava (Jó 1.1) não o abandonaria, e era exatamente esse o Deus em quem Jó esperava.

Em Filipenses 4.4, Paulo declara: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos”. O apóstolo não nos faz um convite, ao qual podemos ou não aceitar; pelo contrário, a expressão, no imperativo, ecoa como uma ordem, um dever que deve ser seguido por todos os cristãos e em todas as situações, quer no manancial, quer no vale da sobra da morte (“Regozijai-vos sempre no Senhor”). O significado da palavra regozijo é alegria, contentamento, e é isso que Paulo nos manda fazer, em todo tempo (ver também 1Tessalonicenses 1.6). Ah, mas uma ordem como essa pode soar fácil para Paulo, não para minha vida ou para sua… certo? Não! Paulo, ao escrever a carta à igreja em Filipos, não gozava de uma situação de conforto ou segurança; pelo contrário, estava preso e não sabia o que seria do dia de amanhã, se seria mais um dia na sua vida ou o último dia da sua peregrinação. Contudo, o apóstolo sabia que, embora ele estivesse preso, “a palavra de Deus não está algemada” (2Timóteo 2.9). A suficiência de Paulo estava no Senhor, não importava o que houvesse; a sua alegria não dependia da situação em que ele se encontrava, mas se Deus estava com ele.

"A suficiência de Paulo estava no Senhor, não importava o que houvesse."

Assim como Davi, Jó e Paulo, outros homens “comuns”, sujeitos às mesmas inquietações e medos que nós, viveram dessa maneira, confiando suas vidas a Deus, crendo na Sua suficiência por mais difícil que fosse a situação em que se encontravam, tendo por certo que nada foge aos olhos atenciosos de JEOVÁ e descansando na certeza de que “os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Romanos 8.18).

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
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Precioso Cristo (Ou: O que Ele é para você?)

Vinícius S. Pimentel

Cristo é a preciosidade para você?

Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos. Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. (1Pedro 2.4-10)

Como bons cristãos, todos nós estamos prontos a explicar às pessoas que a salvação só pode ser recebida pela fé, e não pelas obras. “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”; “porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Atos 16.31; Efésios 2.8). Essa explicação está obviamente certa; é exatamente isso o que a Bíblia ensina! Mas o que significa crer? O que significa ter fé – essa fé que, segundo a Bíblia, nos traz a salvação?

Apesar da evidente grandiosidade do assunto, em contraste com nossa capacidade limitada de oferecer definições, o apóstolo Pedro nos apresenta uma descrição inspirada, concisa, profunda e desafiadora do que seja a verdadeira fé cristã. Ele diz: “Para vocês, os que crêem, Cristo é a preciosidade.” Ponto final.

Sim, eu preciso crer que Cristo é meu Salvador, que Ele morreu na cruz como meu Substituto e, com Seu sangue, comprou para mim a salvação que eu jamais poderia obter com minhas obras. Sim, eu preciso crer que Cristo é meu Senhor, que Ele governa a minha vida tanto quanto reina soberanamente sobre tudo o mais no universo, que Ele é digno de reverência e obediência humilde, embora eu seja incapaz de oferecer de mim mesmo algo que seja verdadeiramente bom. Sim, eu preciso crer que Cristo é Salvador e Senhor.

Porém, Pedro nos mostra que a fé verdadeira envolve muito mais do que isso. O verdadeiro cristão considera que Cristo é mais do que o seu Salvador pessoal e o Senhor de sua vida. Segundo Pedro, aqueles que verdadeiramente creem são aqueles que consideram Cristo a sua preciosidade.

Aqueles que creem verdadeiramente são aqueles que consideram Cristo a sua preciosidade

Isso significa que a conversão, aquele momento sobrenatural no qual um pecador perdido é encontrado e salvo pelo Bom Pastor, não envolve apenas uma mudança da morte para a vida ou um transporte do inferno para o céu. A conversão corresponde a uma completa reviravolta na minha percepção do valor e da dignidade de Cristo. Envolve também um apego pessoal a tudo o que Cristo é, acima de todas as outras pessoas e coisas. Cristo não é mais simplesmente o Salvador do mundo e o Senhor do universo. Ele é o meu Salvador, o meu Senhor, a minha Vida, o meu Tudo, e nada mais me satisfaz tanto e me dá tanto prazer quanto estar com Ele, desfrutando da Sua presença e de tudo o que ela traz: perdão, graça, justiça, paz, alegria, amor…

Quando Cristo se torna a minha preciosidade, todos os senhores e deuses do meu coração são destronados. Agora, Ele é o meu tesouro, e não o meu dinheiro ou as minhas possessões. Ele é o meu prazer, e não a lascívia, a pornografia, o sexo ilícito, o adultério. Ele é o meu lugar de descanso, não a minha cama, a minha casa de praia ou a minha casa de campo. Ele é o meu socorro, não os meus pais, a minha namorada, a minha esposa ou os meus amigos. Agora, Ele é tudo em mim e para mim!

Além disso, quando Cristo se torna a minha preciosidade, palavras difíceis como “obediência”, “fidelidade”, “submissão” e “santidade” deixam de parecer exigências severas de um Deus egoísta e se tornam expressões espontâneas do amor, do contentamento e da satisfação que Cristo desperta em mim. Para o verdadeiro crente, aquele que tem Cristo como sua preciosidade, “os seus mandamentos não são penosos” (1João 5.3).

Não se engane. O que você pensa sobre Cristo não muda aquilo que Ele verdadeiramente é. O valor absoluto de Cristo é dado por aquilo que o Pai pensa sobre Ele, e, segundo Pedro, Cristo é a pedra “eleita e preciosa” para com Deus. Porém, o que você pensa sobre Cristo define radicalmente o seu destino no futuro e molda poderosamente o modo como você vive no presente. Se Cristo é para você apenas uma pedra de tropeço, um paralelepípedo sem valor, então você vive agora como um desobediente e seu destino será o juízo eterno de Deus. Você precisa se arrepender do seu desprezo pelo Filho de Deus e recebê-Lo como o Tesouro maravilhoso que Ele é.

O que você pensa sobre Cristo define radicalmente o seu destino no futuro e molda poderosamente a sua vida no presente

Porém, se Cristo é para você o Diamante mais precioso, a Pérola de valor inestimável, então você vive agora como um santo e, na eternidade, terá um lugar garantido à mesa de Deus.

O que Ele é para você?

Por: Vinícius Silva Pimentel | PreciosoCristo | Original aqui.
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