Um chamado à obediência

Áurea Emanoela

Um chamado à obediência

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” (Mateus 7.21-23)

Não existe cristianismo sem submissão ao senhorio de Cristo! Paralelamente a isso, temos que uma vida de obediência a Deus é o fruto da fé (conforme o que se diz acerca de Abraão, conforme Gênesis 22.18; Hebreus 11.8-17; e Tiago 2.21s.). Obediência cristã significa “imitar a Deus na sua santidade (1 Pedro 1.15s) e a Cristo na sua humildade e no seu amor (João 13.14s; Filipenses 2.5s; Efésios 4.32 e 5.2)” (Novo Dicionário da Bíblia, p. 949, 2006).

Segundo ensina o Pastor John MacArthur, “ninguém pode ser salvo, se não deseja obedecer a Cristo, ou se conscientemente se rebela contra o seu senhorio” (O Evangelho Segundo Jesus, p.14, 2010) Temos vivido uma época de “cristianismo fácil” acompanhado de uma terrível apatia espiritual e um desvalor pelo Reino de Deus. O Evangelho da Salvação não mais ocupa lugar de proeminência nos púlpitos cristão; antes, perde espaço para o “evangelho da autoestima”, que lota igrejas mas é incapaz de levar o homem ao arrependimento. Mensagens diluídas, alimento sem qualquer valor, que satisfaz o ego humano, mas mantém o homem à distância de Deus.

Uma realidade aterradora é exposta em Mateus 7.21-23, concernente ao que acontecerá no grande Dia do Senhor, em que muitos comparecerão à Sua presença aturdidos com a terrível constatação de que não estão incluídos no Reino. Jesus faz referência àqueles que detinham uma falsa ideia de salvação, pessoas que durante anos, ou mesmo durante toda a sua vida, lotaram os bancos das igrejas, mas que em momento algum fizeram a vontade do Pai. Jesus ainda deixa claro que nenhuma experiência miraculosa (profecia, expulsão de demônios, operações de milagres) pode ser tomada como evidência de salvação se estiver separada da obediência a Deus.

A obediência à autoridade divina é pré-requisito para a entrada no Reino, e, ao contrário do que muitos pensam, não se trata de uma questão que pode ser discutida em “um momento posterior” ou “nos bastidores” da igreja; pelo contrário, é pela obediência que se evidencia o novo nascimento. “O teste definitivo, se uma pessoa pertence a Cristo ou não, é uma disposição para render-se à Sua autoridade” (John MacArthur, O Evangelho Segundo Jesus). Ainda segundo o pastor MacArthur, “pelo fato de todos guardarmos os vestígios de uma natureza pecaminosa, ninguém poderá obedecer perfeitamente (cf. 2Coríntios 7.1; 1 Tessalonicenses 3.10), mas o desejo por realizar a vontade de Deus está sempre presente nos crentes verdadeiros (cf. Romanos 7.18). A fé gera sempre o anseio por obedecer” (John MacArthur, O Evangelho Segundo Jesus, p. 230, 2010).

Qualquer ensinamento que exclua a obediência como parte integrante do caminhar cristão não passa de engodo e não constitui o verdadeiro Evangelho, pois contraria os ensinamentos de Jesus (“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” – Mateus 4.17) e dos apóstolos (“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados.” – Atos 3.19). A mensagem de Cristo não pode ser acomodada a qualquer forma barata de graça ou fé fácil. Servir a Deus implica compromisso, mudança de vida, entrega total e, ao contrário do que somos constantemente levados a pensar, Jesus não procura multidões, mas seguidores dispostos a darem as suas vidas por Ele.

Como cristãos, não somos chamados a andar por terrenos planos, caminhos curtos, paisagens sempre aprazíveis e nem sempre podemos seguir na companhia daqueles a quem amamos! Jesus nos conclama a tomarmos nossa cruz, a ultrajante e pesada cruz, e seguirmos após Suas pisaduras, compartilhando com Ele dos Seus sofrimentos como peregrinos e forasteiros que somos (cf. Mateus 16.24; Marcos 8.34; Lucas 9.23; Mateus 14.27; 1 Pedro 2.11).

O Senhor nos desafia a seguirmos pela porta estreita, porque largo é o caminho que conduz a perdição e muitos são os que andam por ele, atraídos pelas facilidades da vida e os prazeres do mundo (cf. Mateus 7.13; Lucas 13.24). Esse caminho estreito não nos permite levar as “bagagens” que tanto satisfazem o homem natural; temos que nos despojar, de forma obediente, de todo os nossos tesouros e levar tão somente aquilo que agrada a Deus (cf. Mateus 6.21; Lucas 12.34). Passaremos por longas noites de escuridão e choro, até o raiar da esperada manhã (cf. Salmos 30.5). Teremos que abandonar àqueles a quem mais amamos e seguir, sem olhar para trás, se assim nos for requerido (cf. Mateus 10.37-39).

Não se trata de um caminho fácil. Ser cristão significa obedecer em humildade, mas não uma humildade resignada, passiva, em que aquele que obedece se dá por vencido. Somos chamados a uma obediência exultante, que decorre da nossa plena satisfação e confiança no Senhor das nossas vidas. Somos convocados a viver por e para Cristo numa escalada constante, cujo destino final é o céu. “A cidadania celestial é um grande privilégio, mas requer que vivamos pelos padrões de Deus, não pelos do mundo (cf. 1João 2.15-17)” (John MacArthur, O Poder da Integridade, p. 53, 2001).

Que tipo de cristianismo temos vivido?

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
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Todos os crentes devem evangelizar?

Vinícius S. Pimentel

Todos os crentes devem evangelizar?

Seguiram os onze discípulos para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes designara. E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (Mateus 28.16-20)

Em meus estudos e meditações nas Escrituras, eu já me perguntei sinceramente se a evangelização é uma tarefa que Deus ordenou a todos os crentes ou apenas a um grupo de irmãos especialmente designado para isso.

Na época, a indagação me parecia bastante pertinente por uma série de razões. Hoje, pela graça de Deus, vejo que todos aqueles argumentos “pseudoteológicos” não passavam de sofismas e tentações de satanás, cujo nome é mentiroso e enganador, e que eu havia sido um tolo por perder tempo duvidando desse tão claro mandamento de Deus.

Este foi o caminho simples, porém glorioso, usado pelo Espírito Santo para me fazer entender que evangelizar é uma ordem para todos os crentes: Jesus termina a sua “grande comissão” fazendo uma promessa, uma grande promessa. Ele disse: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.

Para quem o Senhor dirigiu essas palavras? A quem elas se aplicam? Quem são aqueles que desfrutarão da presença diária, contínua, eterna, inafastável de Jesus? Sem dúvida, todos os crentes são os destinatários dessa promessa. Talvez essas sejam as palavras mais consoladoras e sustentadoras de todas as proferidas por Jesus em sua primeira vinda, e nós crentes só permanecemos de pé porque nos apegamos a esta preciosa promessa: “Eu estou convosco!”. Teríamos nós condições de viver neste mundo hostil, se não tivéssemos a certeza da presença constante do nosso Senhor conosco e em nós? É certo que não!

Ora, não há qualquer mudança de destinatários na passagem da “grande comissão”. O Senhor Jesus dá uma ordem: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os… ensinando-os…” e, logo em seguida, Ele faz uma promessa: “E eis que estou convosco…”. Os beneficiários da grande promessa são os mesmos que acabaram de receber uma grande tarefa: evangelizar o mundo. Portanto, se todos os crentes podem ter certeza da presença constante de Jesus em suas vidas, todos os crentes também podem estar certos de que receberam, antes dessa promessa, uma ordem que precisa ser levada a sério: Façam discípulos! Evangelizem!

Com esse simples raciocínio, o Senhor, que é o Espírito, me convenceu do meu dever de levar o Evangelho aos perdidos. Se eu havia sido agraciado com a infinita dádiva de ser Sua habitação, eu deveria entender que também havia sido incumbido da grandiosa tarefa de ser Seu embaixador.

Se somos habitação de Deus, devemos também ser embaixadores de Deus

Você está consciente disso, de que todos os crentes devem evangelizar? Você crê que o Senhor deixou essa ordem para todos os Seus verdadeiros discípulos? Como você tem se engajado nessa grande comissão?

Por: Vinícius Silva Pimentel | PreciosoCristo | Original aqui.
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