Integridade Inegociável: Exemplos de integridade [parte II]

Áurea Emanoela

Integridade inegociável

No post que deu início a essa série fizemos menção a três jovens que, à semelhança de Daniel, tiveram uma vida sem comprometimentos. Mizael, Ananias e Azarias foram exemplos proeminentes de genuína integridade. Tendo seguido o caminho estabelecido por Deus, não comprometeram suas convicções.

A história de fé e coragem daqueles três jovens traz à luz uma profunda e sincera confiança na providência divina que ecoa ainda hoje, compelindo-nos a uma integridade inabalável, mesmo sob o risco da morte.

Integridade desafiada

O problema começou para Sadraque, Mesaque e Abede-Nego quando o rei Nabucodonosor teve um sonho (Daniel 2.31-35). Ele viu imagens de uma enorme e imponente estátua com cabeça de ouro maciço e corpo e pés compostos de prata, bronze, ferro e barro. O ouro representava a própria cabeça de Nabucodonosor (Daniel 2.38), e aquilo lhe foi tão atraente, que decidiu erigir uma estátua de verdade em honra de si mesmo (Daniel 3.1).

A gigantesca estátua era um projeto de grandiosidade pomposa e totalmente egocêntrica de Nabucodonosor. Ele estava fazendo tão somente o que os descrentes costumam fazem: cultuar a si mesmo e, com efeito, colocar-se acima de Deus. O rei ordenou que todos os seus súditos se dobrassem diante da estátua e a adorassem – e todos prestaram pronta obediência, exceto Daniel e seus três amigos. Eles mantiveram sua integridade e permaneceram firmes, comprometidos com o verdadeiro Deus e a sua lei.

Entretanto, a desobediência ao decreto real tinha um preço que eles estavam dispostos a pagar: “Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente” (Daniel 3.6).

A integridade traz perseguição

Por permanecerem firmes pelo que estava certo e não se comprometerem, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego atraíram, contra suas próprias vidas, a oposição maligna e implacável da parte dos babilônios. Muitos dos membros do segundo escalão da corte babilônica já se ressentiam de que Daniel e seus amigos recebessem preferência quanto às melhores posições governamentais (cf. Daniel 2.48-49). Agora, não hesitariam em arremeter contra os três:

“Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província da Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti, a teus deuses não servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste” (Daniel 3.12).

O rei se irou ao ouvir o relato e ordenou que os três jovens fossem trazidos à sua presença (Daniel 3.13). Como se já não tivessem de suportar tanta pressão ao se recusarem a seguir a turba dos que adoravam a estátua, os três eram, agora, sujeitos à tentativa raivosa dos oficiais ciumentos de forçá-los a obedecerem ao édito de Nabucodonosor (Daniel 3.14-15).

Fé e tranquilidade em meio a tormenta

Na maior parte do tempo, os amigos de Daniel permaneceram calmos diante da postura maliciosa e da intimidação do rei. Seu silêncio foi uma admissão humilde de que eram culpados, de fato, de não se ajoelharem ante a estátua idólatra. E a única resposta que julgaram necessária foi uma das maiores declarações de fé em toda a Escritura:

“Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (Daniel 3.17-18).

O princípio de um padrão alto e singular mostrado na vida de Daniel ficou evidente, também, na vida de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Seu padrão de lealdade e seu amor pelo Senhor eram tão altos que eles foram capazes de permanecer firmes, em pé, no meio de uma imensa multidão ajoelhada, diante da imagem de ouro. Sua integridade de fé foi forte o bastante para resistir à pressão social que geralmente persuade os crentes a aquiescerem aos desejos de um grupo.

Aqueles três jovens sabiam que o que estava prestes a acontecer com os seus corpos não era importante, contanto que suas almas permanecessem fieis ao Senhor.

A integridade gera justiça

A decisão de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foi, então, posta diante do teste final na fornalha ardente, graças à reação furiosa e obstinada ao posicionamento dos três em defesa da verdade: “Então, Nabucodonosor se encheu de fúria e, transtornado o aspecto do seu rosto contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava” (Daniel 3.19).

Agora, a sua única esperança de serem poupados da morte era que Deus interviesse e lhes garantisse livramento dentro da fornalha. Talvez se lembrassem das palavras de Deus ditas por intermédio do profeta Isaías:

“Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Daniel 43.2).

Daniel 3.20-23 nos revela o que aconteceu àqueles três jovens:

“Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exército que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os lançassem na fornalha de fogo ardente. Então, estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas e chapéus e suas outras roupas e foram lançados na fornalha sobremaneira acesa. Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram atados dentro da fornalha sobremaneira acesa”.

A integridade traz recompensa

O Senhor, soberana e graciosamente, recompensou a fé inabalável e o compromisso de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao vir miraculosamente em seu auxílio. Após terem sido eles, sem qualquer misericórdia, laçados na fornalha, o rei ficou estarrecido ante o que aconteceu:

“Então, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses” (Daniel 3.24-25).

O quarto homem, a quem Nabucodonosor se referira com tão grande espanto, foi enviado por Deus para preservar aqueles três jovens no meio das intensas chamas.

Uma valiosa lição

Por razões que somente o Senhor conhece, Daniel não esteve envolvido no “teste da fornalha”, todavia, a conduta dos seus três amigos no meio da mais desafiadora das circunstâncias é, outra vez, o extraordinário testemunho do valor da integridade pessoal baseada nos princípios de Deus.

Essa força de caráter pode nos conduzir ao longo de todos os altos e baixos da vida, especialmente quando sabemos que Deus se agradará da nossa resposta: “Porque todos os seus juízos me estão presentes, e não afastei de mim os seus preceitos. Também fui íntegro para com ele e me guardei da iniquidade. Daí retribuir-me o SENHOR, segundo a minha justiça, conforme a pureza das minhas mãos, na sua presença” (Salmo 18.22-24).

Os amigos de Daniel foram, na verdade, os precursores de todos os crentes que se esforçam, no poder do Espírito, para viver uma integridade autêntica. A chave para essa vida não é algo misterioso ou inatingível; ela existe em todos os discípulos que vivem sendo consistentemente radicais, obedientes e sacrificiais, edificando suas vidas nos moldes da palavra de Deus:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.1-2).

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
Baseado em: MACARTHUR JR., John. O poder da integridade. Cambuci/SP: Cultura Cristã, 2001.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Anúncios

Integridade Inegociável: Exemplos de integridade (Parte 1)

Áurea Emanoela

Integridade inegociável

Anualmente, revistas de circulação nacional elaboram edições especiais destinadas à premiação dos brasileiros que mais se “destacaram” durante o ano. Entre os homenageados estão autoridades políticas, jornalistas e artistas. Além desses homenageados, determinada editora ainda elege o “Brasileiro do Ano” – figura eminente na sociedade brasileira que tenha se destacado em diversos aspectos.

Geralmente, a maioria desses nomes cai no esquecimento nacional com a mesma rapidez com que surgiu. Entretanto, se voltarmos o nosso olhar para a história, nos depararemos com outro grupo que com muito mais razão poderia ser considerado o “melhor e mais brilhante”.

Aspectos históricos

Em 606 a.C, quando o Rei Nabucodonosor – um dos maiores líderes mundiais de todos os tempos – invadiu Judá e tomou Jerusalém, levou dezenas de jovens judeus bem instruídos como reféns para assistirem no palácio do rei e serem ensinados em toda cultura dos caldeus (cf. Daniel 1.3-4).

Um dos moços foi especialmente destinado à grandeza, e hoje seu nome é sinônimo de integridade e de espírito de não-comprometimento. Seu nome era Daniel.

A integridade incita detratores

Deus jamais compromete suas verdades e princípios absolutos em razão de benefícios escusos. Ele sempre age segundo a sua Palavra. Daniel não apenas conhecia essa verdade como também vivia de acordo com ela.

Por toda a vida, Daniel continuou a impressionar os babilônios com seu caráter marcante. Os serviços que prestava ao governador eram insuperáveis, sua integridade era consistente e suas atitudes e condutas no desincumbimento dos deveres diários, inigualáveis:

“Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino” (Daniel 6.3).

Não demorou para que o zelo de Daniel por uma vida sem comprometimentos despertasse o ciúme e a amargura dos oficiais babilônicos. Certamente, Daniel não tinha defeitos de caráter que outros pudessem legitimamente criticar, portanto, seus opositores perversamente começaram a confabular contra ele:

“Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus” (Daniel 6.5).

Os inimigos de Daniel, finalmente, planejaram fazer aprovar uma lei que versava sobre a lealdade ao rei. Astutamente persuadiram o rei Dario a emitir uma irrevogável ordem que o tornaria rei supremo e que proibiria todos de fazerem qualquer petição a outro, deus ou homem, senão unicamente a ele (cf. Daniel 6.6-9).

A penalidade por violar essa nova lei seria a morte. Isso, porém, não impediria Daniel de manter sua obediência sem comprometimento ao Senhor.

A integridade inadmite atalhos

Os padrões superiores de justiça de Daniel e sua integridade simplesmente não permitiam que ele se curvasse ao novo édito do rei, mesmo se tal documento fosse preciso e, na tradição dos medos e persas, impossível de ser mudado.

“Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer” (Daniel 6.10).

Porque Daniel não se desviou dos padrões estabelecidos da oração pessoal e da devoção ao verdadeiro Deus, seus inimigos logo o apanharam transgredindo a lei real e não tardaram em entregá-lo ao rei Dario. Quanto a essa situação, Daniel não precisou apresentar nenhuma defesa elaborada. Sua forte fé e confiança no Senhor o acompanhariam, a despeito do que o rei pudesse lhe fazer.

Integridade na cova dos leões

Certamente o rei Dario guardava muito respeito por Daniel, a ponto de emitir uma ativa e oral preocupação pelo seu bem-estar, a fim de não ter que puni-lo. Dario procurou encontrar uma brecha na lei, todavia sem êxito. Nada podendo fazer de diferente, o rei, relutantemente, aceitou o desejo dos opositores de Daniel, obedeceu à lei que ele mesmo havia assinado e ordenou que o fiel servo de Deus fosse levado à cova dos leões.

Ao cumprir seu dever legal, o rei Dario fez uma marcante declaração: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre” (Daniel 6.16). Que comentário poderoso sobre a validade da fé de Daniel e da forte impressão que sua vida de integridade havia causado. Isso sugere que Dario estava disposto a dar crédito ao verdadeiro Deus porque havia testemunhado a vida sem comprometimento e o excelente serviço governamental que Daniel desempenhava.

Sem dizer nenhuma palavra, Daniel apenas permitiu que o curso dos eventos manifestasse a fidelidade do Deus a quem ele servia e em cuja soberania seu coração encontrava descanso.

“Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel. Então, o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono. Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões. Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente! O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum” (Daniel 6.17-23).

Uma valiosa lição

Considerando as circunstâncias, Daniel poderia ter seguido o caminho mais fácil, ter sido menos ousado, e ter aberto mãos dos seus padrões de integridade. Mas não o fez. Poderia ter adotado o “jogo da segurança” e descontinuado suas orações diárias pelos próximos trinta dias, mas ele permaneceu fiel aos seus princípios. Desistir deles por causa das intimidações dos seus detratores e comprometer o que era certo não era do feitio do caráter desse servo de Deus.

Testes de fé e integridade não têm, geralmente, esse imediato “final feliz” de que desfrutou Daniel. Jó foi o mais honesto e justo homem do seu tempo, mas, ainda assim, Deus permitiu que Satanás o agredisse (cf. Jó 1.1;8). Isaías creu em Deus, mas foi partido ao meio. Estêvão era um excelente diácono e pregador do evangelho, “homem cheio de fé e do Espírito Santo” (Atos 6.5), todavia, foi apedrejado até a morte (Atos 7.59-60).

Embora Deus não tenha concedido livramento imediato a esses homens, como fez com Daniel, cada um deles cumpriu seu chamado. Todos eles viveram fiel e firmemente, desejando tão somente a vontade de Deus, quer na vida, quer na morte.

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
Baseado em: MACARTHUR JR., John. O poder da integridade. Cambuci/SP: Cultura Cristã, 2001.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Integridade inegociável

Áurea Emanoela

Integridade inegociável

Introdução

Em uma época carente de princípios e valores cristãos, impregnada pelo pragmatismo e pobre de bons exemplos, movida pela cobiça e alimentada pelo pecado, convido você a meditar no testemunho de três jovens cujas vidas estavam totalmente impregnada de Deus. Homens que viveram em tempos difíceis, em terra estranha, no meio de uma gente incrédula e perversa, mas que ainda assim não comprometeram seu testemunho cristão, mesmo diante das ameaças e perigos de morte.

É provável que você – assim como eu – já tenha tido oportunidades de proclamar Cristo a pessoas incrédulas e, por intimidação ou falta de segurança, tenha se calado. Talvez você esteja comprometendo a Palavra de Deus com respeito a algum tema ético no trabalho ou entre os amigos, acreditando que isso seja necessário para manter sua credibilidade como empregado e nas rodas sociais. Contudo, nosso testemunho cristão deve estar baseado em uma plena dedicação à Palavra de Deus como a mais alta autoridade – não importando as consequências que decorram disso.

Todavia, nossa grande dificuldade de viver em submissão a Deus decorre da facilidade com que aceitamos o sistema de valores do mundo, tornando-nos de tal forma indulgentes a ponto de personalizar-nos e fazer daqueles valores os nossos próprios ideais. Nossos padrões tomam o lugar dos padrões de Deus.

“O mundo é sedutor. Procura atrair nossa atenção e devoção. Permanece bem próximo e ao nosso alcance, bem visível e atraente, que ofusca nossa visão do céu. Aquilo que vemos luta para alcançar nossa atenção. Atrai nossos olhos, se não estivemos olhando para uma pátria superior, cujo arquiteto e construtor é Deus. O mundo nos agrada – na maior parte do tempo, digamos – e, assim, frequentemente, vivemos para agradá-lo. E é aqui que ocorrem os conflitos, pois agradar o mundo raramente se harmoniza com agradar a Deus.” (R.C. Sproul).

Integridade é sinônimo de honestidade, sinceridade e incorruptibilidade, virtudes que estavam presentes nas palavras e no testemunho de quatro jovens levados cativos à Babilônia. Daniel, Mizael, Ananias e Azarias são exemplos cristãos que devemos trazer para os nossos dias: servos fiéis que não cederam às lisonjas do mundo nem comprometeram sua fidelidade a Deus; estavam prontos a enfrentar fornalhas e leões, mas de maneira alguma negociariam a verdade.

Nos próximos posts destacarei aspectos da vida de Daniel e dos seus três amigos que fazem deles exemplos de integridade para os cristãos de todas as épocas. Até lá, com a graça de Deus!

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
Baseado em: MACARTHUR JR., John. O poder da integridade. Cambuci/SP: Cultura Cristã, 2001.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Os melhores links cristãos do mês (Julho/2012)

Todo mês, nós do PreciosoCristo selecionamos e indicamos alguns dos melhores textos e vídeos (ou qualquer outro conteúdo) publicados em sites cristãos. Acessem estes links, visitem estes sites e sejam edificados!

Atenção: O fato de incluirmos o texto de um site neste espaço não significa que endossamos todo o conteúdo do site no qual ele foi publicado.

Links cristãos do mês

Francis Schaeffer, O dia em que o avião de Francis Schaeffer quase caiu
No Monergismo, em 02 de julho de 2012.

“O que se deve perceber é que ver o mundo como um cristão não significa simplesmente dizer: “eu sou um cristão. Eu acredito no mundo sobrenatural”, e parar por aí. É possível ser salvo mediante a fé em Cristo e então passar muito de nossa vida na cadeira do materialismo. Nós podemos dizer que acreditamos num mundo sobrenatural, e ainda assim viver como se não houvesse nada sobrenatural no universo.”

Josafá Vasconcelos, Carta ao meu filho sobre jugo desigual
No Voltemos ao Evangelho, em 05 de julho de 2012.

“Esta carta foi por mim escrita e dirigida ao meu filho Samuel, que anos atrás se envolveu emocionalmente com uma jovem descrente. Na época minha esposa e eu ficamos muito preocupados e iniciamos uma batalha pela salvação de sua alma. Graças ao Senhor ele considerou a Palavra de Deus, e, por Sua misericórdia, libertou o meu amado filho de cair na “linsonja da mulher estranha”. Hoje ele está casado com Helen, uma serva de Deus, com quem tem uma mimosa filhinha da aliança, Sara.O propósito de publicar esta carta é advertir aos jovens que estão no mesmo envolvimento emocional, sendo seduzidos por Belial até que a “flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto poderá lhe custar a vida”. Meu desejo também é de encorajá-los a ouvirem a voz da Sabedoria – o Senhor Jesus.

Heber Campos Jr., Amando a Deus com todo o nosso entendimento
No Voltemos ao Evangelho, em 06 de julho de 2012.

“Se compararmos o texto de Marcos com o texto original (Dt 6:5) perceberemos que Cristo adiciona o amar com “todo entendimento”. O ponto é deixar claro que temos que amar a Deus com todo nosso ser, inclusive nosso pensar. Mas pense sobre isso. Será que estamos acostumados a amar alguém com nossa mente? Falamos: “eu te amo de todo coração” ou “eu te amo de toda minha alma”, mas quem fala “eu te amo com todo meu cérebro”? Então, como amar a Deus com toda nossa mente, tendo nosso pensamento centrado em Cristo, principalmente fora da igreja?”

João Calvino, Eleição
No Projeto Spurgeon, em 07 de julho de 2012.

“Deus tendo nos escolhido antes do mundo ter seu inicio, devemos atribuir a causa da nossa salvação à Sua livre bondade. Devemos confessar que Ele não nos toma para sermos Seus filhos, por qualquer mérito de nós mesmos, pois não tínhamos nada para nos recomendar à seu favor. Portanto, devemos colocar a causa e a fonte da nossa salvação somente Nele e fundamentar a nós mesmos sobre isso, caso contrário, tudo que construirmos, virá a ser nada.”

Frank Brito, Aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará (Sobre a teologia da prosperidade)
No Resistir e construir, em 08 de julho de 2012.

“Portanto, o que Paulo manda “semear”, antes de qualquer coisa, é o amor. O dinheiro é semeado, sim, mas somente como reflexo e fruto do amor, da compaixão por aqueles que estão passando por tribulações financeiras. O dinheiro por si só não é semente nenhuma. O dinheiro só se torna semente quando acompanhado da intenção do coração. Se for a intenção correta, a intenção do amor, será semente para a vida. Se for a acompanhado por segundos interesses, não será outra coisa senão a semente da morte.”

C.H.Spurgeon, Eleição: defesa e evidências
No Projeto Spurgeon, em 09 de julho de 2012.

“Já no anunciar do texto, alguns estarão prontos a dizer: ‘por que pregar sobre uma Doutrina tão profunda como a Eleição?’ Eu respondo, porque ela está na Palavra de Deus, e o que quer que esteja na Palavra de Deus, deve ser pregado! ‘Mas algumas verdades de Deus devem ser mantidas desconhecidas do povo,”’você dirá, ‘para que eles não façam um mau uso delas.’ Isto é doutrina papista! Foi com esta teoria que os padres mantiveram a Bíblia fora do alcance do povo – não a deixaram com o povo para que ele não fizesse mau uso dela. ‘Mas algumas doutrinas não são perigosas?’ Não se elas são verdadeiras e corretamente ministradas. A verdade de Deus nunca é perigosa – isto é um erro e uma reticência que estão repletos de perigo!

Tim Keller, Combatendo o pecado com adoração
No AME Cristo, em 16 de junho de 2012.

“O segredo para a liberdade dos padrões escravizadores do pecado é a adoração. Você precisa de adoração. Você precisa de uma grandiosa adoração. Você precisa de adoração em prantos. Você precisa de adoração gloriosa. Você precisa sentir a grandeza de Deus e ser movido por ela – movido a chorar e movido a rir – movido por quem Deus é e pelo que Ele fez por você. E é necessário que isso ocorra a todo o momento.”

Albert Mohler Jr., Deus tem te chamado?
No AME Cristo, em 19 de julho de 2012.

“[…] Nesses dias, muitas pessoas pensam em carreiras ao invés de chamados. O desafio bíblico em “considerar o seu chamado” deve ser estendido do chamado à salvação ao chamado para o ministério.John Newton, famoso por ter escrito “Amazing Grace,” uma vez comentou que “Ninguém exceto Ele, que fez o mundo, pode fazer um Ministro do Evangelho”. Somente Deus pode chamar um verdadeiro ministro, e somente Ele pode dar ao ministro os dons necessários para o culto.”

[Livro do mês] John Stott – “A cruz de Cristo”

John Stott

Livro do mês - A cruz de Cristo

Tenho como um enorme privilégio o ter sido convidado para escrever um livro sobre o maior e mais glorioso de todos os temas, a cruz de Cristo. Dos vários anos de trabalho despendidos nesta tarefa, emergi espiritualmente enriquecido, com minhas convicções aclaradas e fortalecidas, e com uma firme resolução de gastar o restante dos meus dias na terra (assim como sei que toda a congregação dos redimidos passará a eternidade no céu) no serviço liberador do Cristo crucificado.

É oportuno que um livro sobre a cruz faça parte das celebrações do Jubileu de Ouro da Inter-Varsity Press, a quem o público leitor muito deve. Pois a cruz é o centro da fé evangélica. Deveras, como argumento neste livro, ela jaz no centro da fé histórica, bíblica, e o fato de que esta verdade não é sempre reconhecida em toda a parte em si mesmo é justificativa suficiente para preservar um testemunho distintamente evangélico. Os cristãos evangélicos crêem que em Cristo e através do Cristo crucificado Deus substituiu a si mesmo por nós e levou os nossos pecados, morrendo em nosso lugar a morte que merecíamos morrer, a fim de que pudéssemos ser restaurados em seu favor e adotados na sua família. O Dr. J. I. Packer com acerto escreveu que esta crença “é o marco distintivo da fraternidade evangélica mundial” (embora “muitas vezes seja mal compreendida e caricaturada por seus críticos”); ela “nos leva ao próprio coração do evangelho cristão”.

É necessário que se esclareça a distinção entre uma compreensão “objetiva” e “subjetiva” da expiação em cada geração. Segundo o Dr. Douglas Johnson, esta descoberta foi um momento decisivo no ministério do Dr. Martyn Lloyd-Jones, que ocupou uma posição singular de liderança evangélica nas décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. Ele confidenciou a vários amigos que “uma mudança fundamental ocorreu em sua perspectiva e pregação no ano de 1929”. Ele tinha, é claro, dado ênfase, desde o princípio do seu ministério à necessidade indispensável do novo nascimento. Mas, certa noite, depois de pregar em Bridgend, South Wales, o ministro local desafiou-o dizendo que “parecia que a cruz e a obra de Cristo” ocupavam um pequeno lugar em sua pregação. Imediatamente ele foi a uma livraria que vende livros usados e pediu ao proprietário os dois livros padrão sobre a Expiação. O livreiro apresentou a Expiação de R. W. Dale (1875) e A Morte de Cristo de James Denney (1903). Tendo voltado para casa, ele se entregou totalmente ao estudo, recusando o almoço e o chá, e causando tal ansiedade à esposa que esta telefonou a seu irmão perguntando se devia chamar um médico.

Porém, ao emergir da reclusão, Lloyd-Jones dizia ter encontrado “o verdadeiro coração do evangelho e o segredo do significado interior da fé cristã”. De sorte que o conteúdo de sua pregação mudou, e com esta mudança o seu impacto. Nas próprias palavras dele, a questão básica não era a pergunta de Anselmo “por que Deus se tornou homem?” mas “por que Cristo morreu?”

Por causa da importância vital da expiação, e de uma compreensão dela que retire toda falsa informação dos grandes conceitos bíblicos de “substituição”, “satisfação” e “propiciação”, duas coisas têm-me grandemente surpreendido. A primeira é a tremenda impopularidade em que a doutrina permanece. Alguns teólogos demonstram relutância estranha em aceitá-la, mesmo quando compreendem claramente sua base bíblica. Penso, por exemplo, naquele notável erudito metodista, Vincent Taylor. Sua erudição aprimorada e abrangente encontra- se exemplificada em seus três livros sobre a cruz — Jesus e Seu Sacrifício (1937), A Expiação no Ensino do Novo Testamento (1940) e Perdão e Reconciliação (1946). Ele, ao descrever a morte de Cristo, emprega muitos adjetivos como “vicária”, “redentora”, “reconciliadora”, “expiatória”, “sacrificial” e especialmente “representativa”. Mas não consegue chamá-la de “substitutiva”. Depois de um exame rigoroso do primitivo ensino e crença cristã de Paulo, de Hebreus e de João, escreve ele o seguinte acerca da obra de Cristo: “Nenhuma das passagens que examinamos descreve-a como a de um substituto. . . Em lugar algum encontramos apoio para tais conceitos.” Não, a obra de Cristo foi um “ministério realizado em nosso favor, mas não em nosso lugar”. Contudo, embora Vincent Taylor tenha feito estas espantosas afirmativas, fê-las com grande desconforto. Sua veemência nos deixa despreparados para as concessões que mais tarde ele se sente obrigado a fazer. “Talvez o aspecto mais admirável do ensino do Novo Testamento referente à obra representativa de Cristo”, escreve ele, “seja o fato de chegar bem perto dos limites da doutrina substitutiva sem, na realidade, atravessá-los. O paulinismo, em particular, encontra-se a uma distância mínima da substituição”. Ele até mesmo confessa a respeito de teólogos do Novo Testamento que “com demasiada frequência nos contentamos em negar a substituição sem substituí-la”, e que é uma noção que “talvez estejamos mais ansiosos a rejeitar do que a examinar”. Entretanto, o que procurarei mostrar neste livro é que a doutrina bíblica da expiação é substitutiva do princípio ao fim. O que Vincent Taylor não quis aceitar não foi a doutrina em si, mas as cruezas de pensamento e expressão das quais os advogados da substituição têm, com bastante frequência, sido culpados.

Minha segunda surpresa, em vista da centralidade da cruz de Cristo, é que nenhum livro sobre este tópico foi escrito por um escritor evangélico para leitores sérios (até dois ou três anos atrás) por quase meio século. É verdade, surgiram vários livros pequenos, e apareceram algumas obras de peso. Gostaria de prestar tributo especial aos notáveis labores neste campo do Dr. Leon Morris, de Melbourne, Austrália. O seu livro Pregação Apostólica da Cruz (1955) deixou-nos todos em dívida, e alegro-me de que ele tenha trazido o conteúdo da obra ao alcance dos leigos em A Expiação (1983). Ele se tomou mestre da vasta literatura de todas as épocas sobre este tema, e seu livro A Cruz no Novo Testamento (1965) permanece, provavelmente, o exame mais completo hoje disponível. Dessa obra cito com caloroso endosso sua afirmativa de que “a cruz domina o Novo Testamento”.

Todavia, até à recente publicação do livro de Ronald Wallace intitulado A Morte Expiatória de Cristo (1981) e do de Michael Green A Cruz Vazia de Jesus (1984), não conheço outro livro evangélico para os leitores que tenho em mente, desde a obra de H. E. Guillebaud Por que a Cruz? (1937), que foi um dos primeiros livros editados pela IVF. Foi um livro corajoso, que enfrentou diretamente os críticos da expiação substitutiva com três perguntas: (1) “é cristã?” (isto é, compatível com os ensinos de Jesus e seus apóstolos); (2) “é imoral?” (isto é, compatível ou incompatível com a justiça); e (3) “é incrível?” (isto é, compatível ou incompatível com problemas como o tempo e a transferência da culpa.

Meu interesse é um pouco mais abrangente, pois este não é um livro apenas sobre a expiação, mas também sobre a cruz. Depois dos três capítulos introdutórios que formam a Primeira Parte, chego, na Segunda Parte, ao que chamei de “o coração da cruz”, na qual argumento em favor de uma compreensão verdadeiramente bíblica das noções de “satisfação” e “substituição”. Na Terceira Parte passo a três grandes realizações da cruz, a saber, salvar os pecadores, revelar a Deus e vencer o mal. A Quarta Parte, porém, trata de áreas que muitas vezes são omitidas nos livros sobre a cruz, isto é, o que significa à comunidade cristã “viver sob a cruz”. Procuro mostrar que a cruz a tudo transforma. Ela dá um relacionamento novo de adoração a Deus, uma compreensão nova e equilibrada de nós mesmos, um incentivo novo para nossa missão, um novo amor para com nossos inimigos e uma nova coragem para encarar as perplexidades do sofrimento.

Ao desenvolver o meu tema, conservei em mente o triângulo Escritura, tradição e mundo moderno. Meu primeiro desejo foi ser fiel à Palavra de Deus, permitindo que ela diga o que tem para dizer e não pedindo que ela diga o que eu gostaria que ela dissesse. Não há alternativa à exegese textual cuidadosa. Em segundo lugar, procurei partilhar alguns dos frutos das minhas leituras. Ao procurar compreender a cruz, não podemos ignorar as grandes obras do passado. Desrespeitar a tradição e a teologia histórica é desrespeitar o Espírito Santo que tem ativamente iluminado a igreja em todos os séculos. Então, em terceiro lugar, tentei compreender a Escritura, não apenas à sua própria luz e à luz da tradição, mas também com relação ao mundo contemporâneo. Perguntei o que a cruz de Cristo diz para nós que vivemos no final do século vinte.

Ao ousar escrever (e ler) um livro a respeito da cruz, há, é claro, um grande perigo de presunção. Isto, em parte, advém do fato de que o que realmente aconteceu quando “Deus estava reconciliando consigo mesmo o mundo em Cristo” é um mistério cujas profundezas passaremos a eternidade examinando; e, em parte, porque seria muitíssimo impróprio fingir um frio desprendimento à medida que contemplamos a cruz de Cristo. Quer queiramos, quer não, estamos envolvidos. Nossos pecados o colocaram aí. De sorte que, longe de nos elogiar, a cruz mina nossa justiça própria. Só podemos nos aproximar dela com a cabeça curvada e em espírito de contrição. E aí permanecemos até que o Senhor Jesus nos conceda ao coração sua palavra de perdão e aceitação, e nós, presos por seu amor, e transbordantes de ação de graças, saíamos para o mundo a fim de viver as nossas vidas no serviço dele.

________________________

Informações do livro

Título: A Cruz de Cristo
Autor:
 John Stott
Editora: Vida
Edição:
Ano: 2006
Número de páginas: 360

Fonte: STOTT, John. A cruz de Cristo. São Paulo/SP: Vida, 2006.
Por:
Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Os melhores links cristãos do mês (Junho/2012)

Todo mês, nós do PreciosoCristo selecionamos e indicamos alguns dos melhores textos e vídeos (ou qualquer outro conteúdo) publicados em sites cristãos. Acessem estes links, visitem estes sites e sejam edificados!

Atenção: O fato de incluirmos o texto de um site neste espaço não significa que endossamos todo o conteúdo do site no qual ele foi publicado.

Links cristãos do mês

Jonas Madureira, Servo inútil
No Jonas Madureira, em 03 de janeiro de 2012.

“Veja, quando Jesus diz para os discipulos confessarem a sua própria inutilidade, ele não afirma que eles, os discípulos, são inúteis. Em nenhum momento, Jesus brada: “Discípulos, vocês são inúteis!”. Arrogância e pedantismo não são do seu feitio. Pelo contrário, o que ele diz é “confessem vocês com sua própria boca: ‘eu sou um servo inútil’”. Portanto, não é Cristo que confessa a inutilidade do servo; é o servo que confessa sua própria inutilidade.”

A. W. Tozer, A batalha espiritual pode ser carnal
No Cinco Solas, em 12 de junho de 2012.

“Há uma ideia circulando por aí que lutar em oração sempre é uma boa coisa, mas isso certamente não é verdade. Exercícios religiosos extremos podem ter sido realizados com uma motivação não maior do que a de alcançar as coisas do nosso modo. A qualidade espiritual de uma oração é determinada não por sua intensidade, mas sim por sua origem. Na avaliação de uma oração deveríamos verificar quem está orando: o nosso coração com um propósito, ou o Espírito Santo?”

K.Scott Oliphint, Cristianismo, desconectado
No iPródigo, em 13 de junho de 2012.

“Quando foi a última vez que você se distanciou? Não a última vez em que você foi a única pessoa na sala ou na casa – quando foi a última vez que você se afastou do contato com qualquer pessoa? Jesus “se retirava” das multidões “para os desertos, e ali orava” (Lc 5.16). Ele sabia que Sua agenda lotada exigia tempo sozinho – completamente sozinho – com Seu Pai celestial.”

Elias Silvio, O tesouro que te justifica
No Justificação pela Fé, em 13 de junho de 2012.

“‘[…] Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo…’ (Rm 5.1). Ao assistir uma das palestras de John Piper na 27ª Conferência Fiel gostei muito da definição de fé que ouvi. Por isso, quero compartilhar com você o que aprendi.”

Clóvis Gonçalves, Saibam que o Senhor é Deus
No Cinco Solas, em 18 de junho de 2012.

O imperativo ‘sabei que o Senhor é Deus’ parece supérfluo numa cultura cristianizada como a nossa. Até ateus sabem que Jeová é o Deus dos cristãos. Mas a ordem não tem caráter informativo e não requer apenas conhecimento de fatos. Saber é mais que isso – é admitir, reconhecer. E nesse sentido existe uma grande e premente necessidade de que se reconheça que o Senhor é Deus. E não somente pela sociedade secularizada, mas especialmente por aqueles que são ‘o Seu povo’. Pois no que diz respeito ao conhecimento de Deus como Deus, permanece a verdade de que ‘o boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende’ (Is 1:3).?”

Westminster Seminary California, 16 maneiras de encontrar uma esposa
No iPródigo, em 19 de junho de 2012.

“Nesses anos como pastor, já tive minha cota de pessoas que me abordam para descobrir se somos uma igreja de “corte” ou uma igreja de “namoro”. Essas pessoas invariavelmente me dizem que a abordagem delas é o “jeito bíblico”. Eventualmente comecei a suspeitar dessas alegações, uma vez que a Bíblia não diz muito sobre como encontrar uma esposa – ou ela diz? Talvez você já tenha visto essa lista na internet, mas ela é digna de reexame porque traz uma lição muito importante. Portanto, aqui está: 16 maneiras de encontrar uma esposa segundo a Bíblia.”

Paul Washer, A mais terrível verdade das Escrituras
No Justificação pela Fé, em 20 de junho de 2012.

Conrad Mbewe, A maldição do discurso motivacional
No iPródigo, em 21 de junho de 2012.

“[…] Discurso motivacional não é pregação bíblica. É uma praga na paisagem do verdadeiro evangelicalismo. Está enchendo as igrejas com pessoas mortas que estão sendo ensinadas a viver como se estivessem vivas. Precisamos retornar ao bom e velho Evangelho que verdadeiramente dá vida aos mortos e liberta homens e mulheres. Como Paulo fazia, cada púlpito verdadeiramente evangélico deve soar a clara mensagem do ‘arrependimento para com Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo’ (Atos 20.21). Fujamos dessa maldição do discurso motivacional!”

Nate Shurden, 8 instruções simples para compartilharmos Cristo
No AME Cristo, em 21 de junho de 2012.

“Estas instruções práticas são apenas isso: instruções. Não se trata de uma fórmula. Trata-se de uma maneira de preparar o seu coração e organizar a sua vida para o impacto do evangelho na vida dos outros.”

Jesse Johnson, Rico, jovem e perdido
No iPródigo, em 22 de junho de 2012.

“Lucas 18, Marcos 10 e Mateus 19 nos contam a conhecida história do jovem rico. Essa é a história dos evangelhos que talvez seja mais usada como modelo para o evangelismo, e nos mostra como era a abordagem de Jesus para o evangelismo. Obviamente, o jovem não foi salvo. Esse fato é essencial para entender como Jesus enxerga o evangelismo ‘bem sucedido’. Isso não quer dizer que Jesus falhou, mas nos mostra como o objetivo do evangelismo de Jesus era expor as intenções do coração mais do que convencer pessoas a segui-lo.”

João Calvino, Sobre a correta administração dos bens da Igreja
No Resistir e construir, em 30 de junho de 2012.

“Aqui está um belíssimo texto que deveria servir de lição para a Igreja em nossos dias. Calvino descreve como era a administração dos bens na Igreja Primitiva e demonstra que esse é o padrão da Palavra de Deus para todos os séculos. Ele chega ao ponto de comparar a corrupção dos líderes com o assassinato!”

Um firme alicerce

Áurea Emanoela

Um firme alicerce

No post anterior, tivemos a oportunidade de falar acerca da “destruição dos fundamentos”, trazendo o exemplo de como o rei Davi resistiu às adversidades que o cercavam, refugiando-se no Deus que reina eternamente e é Senhor de todas as coisas. Salientamos que, embora fugir fosse aparentemente a melhor saída, o salmista, contrariando o conselho dos seus amigos, confiou na justiça dAquele que julga retamente e tem o controle da história em Suas mãos.

Como também falamos, temos vivido uma triste e vergonhosa inversão de valores, e as palavras do apóstolo Paulo, dirigidas a Timóteo, parecem resumir bem a realidade moral da sociedade “pós-moderna”:

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder.” (2Timóteo 3.1-5a)

O conselho de Paulo a Timóteo é claro e deveras objetivo, estendendo-se a todo cristão que deseja viver piedosamente: “Foge também destes” (2Timóteo 3.5b). Nesta semana, gostaria de dar continuidade ao tema outrora abordado, todavia tratando-o sobre outro enfoque: “Qual o pilar de sustentação da nossa fé?”

A importância do alicerce

Embora eu entenda pouquíssimo a respeito de construção civil, duas coisas são de fácil compreensão: a primeira delas é o fato de que qualquer edificação, por mais simples que seja, precisa de um bom alicerce; caso contrário, ruirá. Em segundo lugar, os fundamentos determinam o tamanho da futura construção, dessa forma, se quisermos erguer um edifício de quinze andares teremos que investir na construção de um alicerce compatível.

“A fundação evita, que qualquer estrutura, até mesmo uma casa, afunde – por isso, ela tem que ser posicionada diretamente abaixo dos pontos de apoio da futura construção. […] O ideal é que o solo que sustenta o alicerce seja resistente e não se deforme com o peso do edifício. ‘Muitas vezes, o solo bom está muitos metros abaixo da superfície, por isso temos que cavar fundo para encontrá-lo’, diz o engenheiro Carlos Mafei, da USP.” (Retirado do site Mundo Estranho. Grifos acrescidos)

À semelhança do que acontece na construção civil, a vida cristã precisa estar “solidamente assentada” de modo que não venha a apresentar deformações, rachaduras, ou terminar em desabamento.

“Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge.” (Isaias 28.16)

Vida cristã bem alicerçada

Cristo é referido como o fundamento da igreja, isto é, a verdadeira e única base da nossa salvação (1Coríntios 3.11). Ele é a principal pedra, a pedra angular, de maneira que uma vida construída fora dEle, sobre a areia, pode até aparentar alguma beleza, todavia não terá firmeza suficiente nos alicerces para resistir à força das dificuldades.

“A fundação evita que qualquer estrutura, até mesmo uma casa, afunde – por isso, ela tem que ser posicionada diretamente abaixo dos pontos de apoio da futura construção.”

Precisamos ter muito cuidado com as aparências: duas casas, assim como dois cristãos, podem parecer iguais por fora, mas a diferença entre elas (e entre o cristão falso e o verdadeiro) será revelada quando vierem às provações, as rajadas de “vento” que ameaçam tudo destruir. O construtor sábio lança os fundamentos na Rocha firme.

Uma das principais técnicas utilizadas na construção civil – e também uma das mais caras – é o “barrete”, que serve para edifícios com vinte ou mais andares quando o solo não permite usar a fundação rasa. Com essa metáfora, que quero dizer que uma vida bem alicerçada exige um custo alto; e aqui não me refiro a valores auferidos através do dinheiro, mas a renúncia, obediência, submissão e muitas vezes sofrimento, perseguição e até mesmo martírio.

Seguir a Cristo exige um custo, todavia não poderíamos pagá-lo se o próprio Jesus, através do Seu sangue, não nos tivesse garantido acesso ao Pai. Nenhum preço pode ser maior do que esse. O segredo de uma vida cristã bem alicerçada é a profundidade do nosso relacionamento com o Deus que se revela ao Seu povo através das Escrituras. Uma vida cristã “rasa” tem como consequência cristãos superficiais.

Conclusão

Gostaria de encerrar comentando a seguinte frase: “Muitas vezes, o solo bom está muitos metros abaixo da superfície, por isso temos que cavar fundo para encontrá-lo.”

Deus não pode ser encontrado nessa forma de evangelho fácil que muitas “igrejas” ditas “cristãs” pregam, tampouco pode ser achado fora da Sua Palavra inerrante. Para encontrá-lo é preciso “cavar” fundo até achar o único caminho que conduz a Ele: Jesus. Somente uma vida bem alicerçada pode sustentar-nos frente a esse mundo de valores espúrios.

Quanto os desafios de ser cristão em um mundo de descrentes, não estamos a mercê do acaso, da sorte ou mesmo do destino. Deus controla o desenrolar dos fatos, ELE é o dono da história e nem mesmo um fio de cabelo que é arrancado da nossa cabeça, o é sem que Ele autorize. Regozijemo-nos nessa certeza!

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

[Livro do mês] John Piper – “Plena Satisfação em Deus”

Este livro está disponível para download no Satisfação em Deus, site oficial do ministério de John Piper em português.

John Piper

Livro do mês - Plena satisfação em Deus

Amado Leitor,

Escrevo este livreto porque a verdade e a beleza de Jesus Cristo, o Filho de Deus, são fascinantes. Eu faço coro com o salmista:

Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os do Senhor e meditar no seu templo. Salmos  27 : 4

Se você é um guia turístico e sabe que os turistas anseiam por desfrutar da beleza — que estão até mesmo dispostos a arriscar suas vidas para que a vejam — e assim se vê diante de um pico de tirar o fôlego, então o seu dever é mostrá-lo a eles e insistir que desfrutem da vista. Bem, a raça humana de fato anseia pela experiência da admiração.

E não há realidade mais arrebatadora do que Jesus Cristo. Estar com Ele não significa estar livre de perigo, mas a sua beleza é extraordinária.

Deus colocou a eternidade na mente do homem e encheu o coração humano de anelos. Mas nós não sabemos pelo que anelamos até que nós vejamos o quão formidável Deus é. Esta é a causa da inquietação universal. Daí a famosa oração de Santo Agostinho: “Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti”.

O mundo tem um anseio insaciável. Tentamos satisfazer este anseio por meio de férias com paisagens pitorescas, habilidades criativas, produções cinematográficas extraordinárias, aventuras sexuais, esportes espetaculares, drogas alucinógenas, devoções rigorosas,  excelência administrativa, dentre muitas outras coisas. Mas o anseio permanece. O que isto significa? C. S. Lewis responde:

Se encontro em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é a de que fui criado para um outro mundo.

A tragédia do mundo é que o eco é confundido com o grito que o iniciou. Quando estamos de costas para a beleza fascinante de Deus, fazemos sombra na terra e nos apaixonamos por ela própria. Mas isto não nos satisfaz verdadeiramente.

Os livros ou a música onde pensamos estar a beleza nos trairão se confiarmos neles… Pois eles não são a coisa em si; eles são somente o aroma de uma flor que não encontramos, o eco de um tom que ainda não ouvimos, notícias de um país que nunca visitamos.

Escrevi este livro porque a Beleza encantadora nos visitou. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14). Como, então, eu poderia deixar de clamar, Olhe! Creia! Seja satisfeito! Contemplar tal beleza pode custar a sua vida. Mas valerá a pena, pois sabemos, baseados na autoridade da Palavra de Deus, que “a tua graça é melhor do que a vida” (Salmo 63.3). Delícias infinitas são um dever arriscado. Mas você não se arrependerá da busca. Eu a chamo de prazer cristão.

________________________

Informações do livro

Título: Plena satisfação em Deus
Subtítulo: Deus glorificado e a alma satisfeita
Autor: John Piper
Editora: Fiel
Edição:
Ano: 2009
Número de páginas: 96

Fonte: PIPER, John. Plena satisfação em Deus: Deus glorificado e a alma satisfeita. São José dos Campos/SP: Fiel, 2009.
Postado por:
Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Fundamentos destruídos

Áurea Emanoela

Fundamentos destruídos

“No SENHOR me refugio. Como dizeis, pois, à minha alma: Foge, como pássaro, para o teu monte? […] Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (Salmos 11.1,3).

Perseguido e ameaçado por seus inimigos, instado por seus amigos a fugir, a não resistir, a procurar um lugar que lhe abrigasse daqueles que demandavam contra a sua vida, o salmista reafirma sua confiança em Deus.

Em uma época de inversão vergonhosa de valores, qual é o fundamento da nossa fé? Sobre quais pilares temos edificado as nossas vidas? De que maneira temos vivido? Como somos vistos pelo mundo?

Durante alguns anos de sua vida, mesmo depois de ter sido ungido rei (pelo decreto soberano de Deus), Davi se viu obrigado a fugir da fúria assassina de Saul, e é nesse contexto, de perseguiçãoversus fuga, que o salmista, contrariando o conselho dos seus amigos, deposita sua confiança em Deus.

O cristão e o mundo

Como reagimos diante de uma sociedade que exalta os relacionamentos passageiros, o prazer em lugar do amor, a legalização de vícios e comportamentos lascivos, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a mentira em detrimento da verdade e tantas outras formas de corrupção humana?

Talvez, do mesmo modo como aconteceu a Davi, sejamos instados a fugir ou mesmo nos conformar com a degradação que nos cerca. Todavia, o apóstolo Paulo nos adverte:

“[…] não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2)

Em meio a uma sociedade adúltera, devemos transparecer os valores de Cristo, colocando-nos contra todas as distorções daqueles que pervertem a justiça e corrompem a glória de Deus.

“Não devemos ser como caniços agitados pelo vento, dobrando-nos diante das rajadas da opinião pública, mas tão inabaláveis quanto pedras em uma correnteza.” (John Stott)

O exemplo de Davi

Os companheiros de Davi deram-lhe bons motivos para buscar refúgio em outro lugar, de maneira que pudesse estar seguro das investidas de Saul:

“Porque eis aí os ímpios, armam o arco, dispõem a sua flecha na corda, para, às ocultas, dispararem contra os retos de coração” (Salmos 11.2)

Aqueles homens acreditavam que, se o salmista fugisse, deixando por algum tempo o lugar em que estava, certamente encontraria descanso para sua alma. Os companheiros de Davi descreveram a maneira sutil e covarde como agem os ímpios, arremetendo contra “os retos de coração”.

Embora a olhos humanos Davi tivesse bons motivos para “bater em retirada”, não é essa a sua decisão. Contrariando seus conselheiros, o salmista busca salvação em Deus:

“No SENHOR me refugio. Como dizeis, pois, à minha alma: Foge, como pássaro, para o teu monte?” (Salmos 11.1)

O salmista exalta a soberania de Deus, o seu cuidado para com os filhos dos homens, Davi afirma que coisa alguma passa despercebida aos olhos cuidadosos do Deus Todo-Poderoso. O Senhor perscruta todas as coisas e de maneira alguma está indiferente ao que acontece sobre a face da terra. Os amigos de Davi apenas olhavam para as coisas terrenas, mas o salmista fitava seus olhos nas celestiais, sabendo que Deus jamais cessou de reinar.

“O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens” (Salmos 11.4)

Davi reconhece que o Senhor põe à prova também ao justo, todavia não o condenará.

“O SENHOR põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina” (Salmos 11.5).

O Senhor, do alto da sua soberania, permite a ação inescrupulosa dos homens, mas não retarda o seu juízo. As ações humanas limitam-se à vontade de Deus.

“Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice. Porque o SENHOR é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face” (Salmos 11.6-7)

O mundo caminha para a destruição dos alicerces, todavia, à semelhança de Davi, nossa confiança deve estar alicerçada no fato de que Deus reina eternamente e, ainda que todos os fundamentos se desfaçam:

“podemos sofrer com alegria, esperar com bom ânimo, aguardar pacientemente, orar fervorosamente, crer de maneira confiante e, finalmente triunfar” (Spurgeon)

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que inclua estes créditos, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Os melhores links cristãos do mês (Maio/2012)

Todo mês, nós do PreciosoCristo selecionamos e indicamos alguns dos melhores textos e vídeos (ou qualquer outro conteúdo) publicados em sites cristãos. Acessem estes links, visitem estes sites e sejam edificados!

Atenção: O fato de incluirmos o texto de um site neste espaço não significa que endossamos todo o conteúdo do site no qual ele foi publicado.

Links cristãos do mês

Tedd Tripp, Como não transformar seus filhos em pequenos fariseus
No iPródigo, em 07 de maio de 2012.

“O problema da hipocrisia é maior em lares  que enfatizam o comportamento ao invés do coração. Se o foco da disciplina e da correção é a mudança de comportamento, você perderá o coração. Essa abordagem faz com que o problema esteja no que eu faço, não no que eu sou. De acordo com a Bíblia, o problema que temos é mais profundo que isso. O problema não está no que eu e você ou seus filhos fazem de errado. O problema não é que nós / eles mentem ou invejam, ou desobedecem. O problema é que você, seus filhos e eu somos mentirosos, invejosos; somos desobedientes.”

Kelly Flanagan, Casamento é para perdedores
No iPródigo, em 09 de maio de 2012.

“[…] No casamento, perder é deixar de tentar consertar tudo no seu parceiro, ouvir sobre suas dores com um coração que sofre junto, não que busca uma solução. É ser mais presente nos momentos difíceis do que nos bons momentos. É descobrir formas de ser humilde e aberto, mesmo quando todo seu ser te diz que você está certo e ela está errada. É fazer o que é certo e bom pelo seu cônjuge, mesmo quando as grandes coisas da vida precisam ser sacrificadas, como o trabalho, um relacionamento ou um ego. É perdoar, pronta, rápida e voluntariamente. É eliminar da sua vida tudo que te impede de cuidar, ajudar e servir, mesmo as coisas que você ama. É buscar a paz ao aceitar os costumes saudáveis, mas irritantes, do seu parceiro porque, se você se lembrar, foram essas coisas que te fizeram se apaixonar no começo. É saber que o seu cônjuge nunca vai te entender completamente, nunca vai te amar incondicionalmente – porque eles também são criaturas caídas como você – e, mesmo assim, amá-los até o fim.”

David Murray, 4 razões para se lembrar do seu Criador na juventude
No AME Cristo, em 10 de maio de 2012.

Nosso inimigo diz, ‘Prazer quando jovem, negócios quando adulto, religião quando velho.’ A Bíblia diz, ‘Quando jovem, adulto, e velho para o Criador.’ Mas como é especialmente na juventude que somos inclinados (determinados?) a esquecer do Criador, é especialmente nesses anos que devemos trabalhar para nos lembrarmos Dele (Eclesiastes 12:1). Lembre-se de que Ele te fez, que Ele te supre, que Ele cuida de ti, que Ele te vê, que Ele te controla; e lembre-se que Ele é o único que pode salvá-lo. Isso é muito para se lembrar, mas é muito mais fácil de memorizar quando se está jovem!”

Wyatt Graham, Vencendo a estagnação espiritual
No iPródigo, em 10 de maio de 2012.

“Uma sala escura que tenha um cheiro ruim, próximo a podridão. Sozinho aqui, sua mente vagueia em nenhum e em todos os lugares ao mesmo tempo. Um sentimento de medo, solidão ou um calafrio. Um sentimento de sucção em seu intestino como se você estivesse com fome, mas você não tem certeza. Poderia ser apenas ansiedade. Tudo isso aconteceu por uma experiência aguda de separação de Deus. Uma espécie de ansiedade espiritual. Os puritanos descrevem esse sentimento com a expressão ‘a noite escura da alma.’ Eles sabiam muito bem sobre o mal da depressão espiritual. Estagnação espiritual é um problema que vai bombardear todos em um ponto ou outro. Depressão, medo e ansiedade brotam, porque nos sentimos ‘separados’ de Deus, da graça. Sentimo-nos sozinhos, pecaminosos, sujos e mal-amados ou talvez sem amor.”

Hernandes Dias Lopes; Mãe, uma mestra do bem (Dia das Mães)
No Voltemos ao Evangelho, em 13 de maio de 2012.

“Hoje é o dia das mães e, queremos homenagear essas mestras do bem. Queremos falar do seu papel e do seu valor como educadoras, como rainha do lar, como a guarda das fontes. É claro que existem mães omissas, mães insensatas, mães sem amor natural, que induzem seus filhos ao erro. Nosso foco, entretanto, é ressaltar o papel da mãe cristã, que é exemplo para os filhos, que ora por eles e os educa com firmeza e doçura, transmitindo-lhes as sagradas letras. Há muitas mães dignas de destaque na Bíblia e na história. Há muitas mães merecedoras dos nossos maiores encômios também em nosso meio, porém, destacarei três mães da Bíblia. Vamos aprender com elas.”

Augustus Nicodemus Lopes, O batismo com o Espírito Santo
No O Tempora, O Mores!, em 14 de maio de 2012.

“Este é um dos assuntos que dividiram as igrejas na década de 60 com o movimento de renovação espiritual, e que continua despertando debates, discussões e polêmicas. Aqui apresento uma perspectiva reformada do batismo com o Espírito, analisando as principais passagens da Bíblia relacionadas, desde o Antigo Testamento até o Novo.”

PRIMEIRA PARTE: A PROMESSA DO ESPÍRITO NO ANTIGO TESTAMENTO

SEGUNDA PARTE: A PROMESSA DO ESPÍRITO NO NOVO TESTAMENTO

C.H. Spurgeon, A Espada do Espírito
No Projeto Spurgeon, em 17 de maio de 2012.

“Ser um cristão é ser um guerreiro. O bom soldado de Cristo não deve esperar tranquilidade neste mundo – ele é um campo de batalha! Nem deve ele se apoiar na amizade com o mundo, pois isso seria inimizade contra Deus. Sua ocupação é a guerra. Enquanto ele põe, peça por peça, a armadura que lhe foi dada, ele deve sabiamente dizer a si mesmo: Isso me avisa do perigo; isso me prepara para a batalha; isso profetiza oposição.”


Sermão pregado na manhã de Domingo, 19 de abril de 1891 por Charles Haddon Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.

John Piper, Carta sobre o destino de quem não ouviu o evangelho
No iPródigo, em 18 de maio de 2012.

Carta a uma garota de 12 anos sobre o destino eterno daqueles que não ouviram o evangelho.
Querida Sarah,
você perguntou o que acontece com as pessoas que vivem distantes do evangelho, nunca ouviram sobre Jesus e morrem sem crer nele. Aqui está o que eu acho que a Bíblia ensina. Deus sempre pune as pessoas por conta do que elas sabem e deixam de acreditar. Em outras palavras, ninguém será condenado por não crer em Jesus se nunca ouviram sobre Jesus.Isso significa que as pessoas serão salvas e vão para o céu se nunca ouviram sobre Jesus? Não, não é isso que Deus nos diz na Bíblia.”

Augustus Nicodemus Lopes. Deus, prosperidade e trabalho
No O Tempora, O Mores!, em 18 de maio de 2012.

“A prosperidade financeira obedece a normas, regras e métodos estabelecidos. Por outro lado, da perspectiva bíblica, a prosperidade é um dom de Deus. É ele quem concede saúde, oportunidades, inteligência, e tudo o mais que é necessário para o sucesso financeiro. E isso, sem distinção de pessoas quanto ao que crêem e quanto ao que contribuem financeiramente para as comunidades às quais pertencem. Deus faz com que a chuva caia e o sol nasça para todos, justos e injustos, crentes e descrentes, conforme Jesus ensinou (Mateus 5:45). Não é possível, de acordo com a tradição reformada, estabelecer uma relação constante de causa e efeito entre contribuições, pagamento de dízimos e ofertas e mesmo a religiosidade, com a prosperidade financeira. Várias passagens da Bíblia ensinam os crentes a não terem inveja dos ímpios que prosperam, pois cedo ou tarde haverão de ser punidos por suas impiedades, aqui ou no mundo vindouro.”