Apresentando a fé e o arrependimento (I)

Greg Gilbert

Apresentando a fé e o arrependimento

Marcos nos diz que Jesus começou seu ministério pregando: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1.15). Estas ordens – arrependei-vos e crede – são o que Deus exige de nós em resposta às boas-novas de Jesus.

Em todo o Novo Testamento, vemos que os apóstolos exortavam as pessoas a fazerem isso. Jesus chamou seus ouvintes a arrependerem-se e crerem no evangelho. Pedro, no final de seu sermão, no dia de Pentecostes, disse às pessoas: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus cristo” (Atos 2.38). Conforme lemos em Atos 20.21, Paulo explicou seu ministério dizendo que havia testificado “tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus”. E, como lemos em Atos 26.18, ele narrou como Jesus o enviara

“para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.”

Fé e arrependimento. Isso é o que caracteriza aqueles que são o povo de Cristo, ou seja, os “cristãos”. Em outras palavras, um cristão é uma pessoa que se converte de seu pecado e confia no Senhor Jesus Cristo – e nada mais – para salvá-lo do pecado e do julgamento vindouro.

Fé é dependência

Fé é uma das palavras que, por muito tempo, tem sido tão mal usada, que a maioria das pessoas não tem ideia do que ela realmente significa. Peça a alguma pessoa na rua que descreva a fé, e, embora talvez você ouça algumas palavras respeitosas e agradáveis, o âmago da questão será, provavelmente, que fé é crer no ridículo em contrário a toda evidência.

Um dia, assisti na televisão, com meus dois filhos mais velhos, ao Desfile do Dia de Ação de Graças da rede de lojas Macy’s. O tema do evento era “Creia!”, e o ponto focal, suspenso acima do palanque, era o que os âncoras estavam chamando de Creiômetro. Toda vez que um novo carro alegórico passava, a banda tocava ou os dançarinos executavam danças em trajes de elfos, o ponteiro de creiômetro subia um pouco mais. Evidentemente, o momento sublime do desfile aconteceu quando Papai Noel surgiu – dirigindo ele mesmo seu trenó construído, inexplicavelmente, na forma de um ganso majestoso – e o creiômetro ficou maluco! Com aquela música, aquelas danças, os confetes, as crianças gritando – e adultos gritando –, um visitante estranho teria concluído, com certeza, que as pessoas da Virgínia creem realmente nisso.

Meu filho de seis anos achou tudo aquilo espalhafatosamente tolo. Entretanto, isso é o que o mundo pensa sobre fé. A fé é uma charada, um jogo divertido e confortante no qual as pessoas têm liberdade de se envolver, se quiserem, mas sem qualquer conexão genuína com o mundo atual. As crianças creem em Papai Noel e no Coelho da Páscoa. Os místicos creem no poder de pedras e cristais. Pessoas loucas creem em fadas. E os cristãos, bem, eles creem em Jesus.

Leia a Bíblia e você descobrirá que a fé não é nada disso. A fé não é crer em algo que você não pode provar, como muitas pessoas a definem. Conforme o ensino bíblico, a fé é dependência. É uma confiança firme e inabalável, alicerçada na verdade e fundamentada na promessa do Jesus ressuscitado de nos salvar do pecado.

Paulo nos fala sobre a natureza da fé em Romanos 4, em seu discurso sobre Abraão. É assim que Paulo descreve a fé de Abraão:

“Abraão, esperando contra a esperança, creu, pra vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.” (Romanos 4.18-21)

Apesar de tudo que era contrário à promessa de Deus – a idade de Abraão, a esterilidade e a idade de sua esposa – Abraão creu no que Deus havia dito. Ele confiou em Deus sem vacilar e creu nele para realizar o que prometera. A fé de Abraão não era perfeita, é claro; o nascimento de Ismael prova que, a princípio, Abraão tentou depender de seus métodos para cumprir as promessas de Deus. Mas, havendo-se arrependido desse pecado, Abraão pôs sua fé em Deus. Ele confiou em Deus, como Paulo diz, “estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera”.

O evangelho de Jesus Cristo nos chama a fazer o mesmo que Abraão fez – pôr nossa fé em Jesus, depender dele e confiar nele para que faça o que prometeu fazer.

Fonte: GILBERT, Greg. O que é o Evangelho? São José dos Campos/SP: Fiel, 2011, p. 99-103.
Postado por: 
Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
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2 respostas em “Apresentando a fé e o arrependimento (I)

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