Em dias de folia…

Áurea Emanoela

Em dias de folia...

Mulheres com pouca (ou nenhuma) roupa, muito “samba no pé” (axé ou frevo para os que preferem), bebida, sexo sem compromisso e muita folia… Somos o país do carnaval.

Homem com homem, mulher com mulher, troca de parceiros, drogas… A regra é a seguinte: “não existem regras!” e, com vívida clareza, percebemos o quão entregue está a raça humana à sua própria concupiscência.

“Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (Romanos 1.24-25).

Daqui a alguns dias, uma multidão irá se aglutinar, tomando as ruas de várias cidades do país para festejarem, como sabiamente disse o apóstolo Paulo, o “seu próprio ventre”, homens cuja “glória está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Filipenses 3.18). Em uma ultrajante afronta ao propósito para o qual o homem foi criado, vislumbramos uma multidão cega, presa ao pecado e avessa à glória de Deus.

”E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes” (Romanos 1.28).

Em tempos de carnaval, é possível observar com detalhes a decadência espiritual da raça humana; as ruas parecem exalar um odor fétido de imoralidade enquanto o homem, inebriado pelo pecado, deleita-se na carne distanciando-se do seu Criador.

Entre frevo, axé, maracatu, samba e uma infinidade de outros ritmos, fica claro que o propósito inicial da criação foi completamente deturpado. A mulher, criada como um ser idôneo (cf. Gênesis 2.18) vilipendia seu corpo, expondo-se como um produto qualquer “à mostra em uma vitrine”, do qual qualquer um pode lançar mão. O homem, varão a quem Deus sujeitou todas as coisas criadas, comporta-se como um ser irracional sem qualquer conhecimento do Criador, praticando todo tipo de perfídia.

Todavia, assim como aconteceu nos tempos de Noé, “quando as águas do dilúvio inundaram a terra” (Gênesis 7.6), e nos tempos de Ló, em que o clamor de Sodoma e Gomorra se tinha multiplicado, e o seu pecado houvera em muito se agravado (cf. Gênesis 18.20), é certo que o Senhor não está indiferente ao que acontece com a sua criação. Portanto, assim como Ele certamente resgatará, para louvor da sua glória, muitos dos que estão perdidos entre batuques e tambores, assim também Ele terá por indesculpáveis aqueles que insidiosamente se rebelam contra o seu senhorio.

Quanto aqueles que, como nós, esperam pela vinda gloriosa e triunfante de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, “vigiemos e sejamos sóbrios” (1Tessalonicenses 5.6), convictos de que a nossa alegria não é anual e momentânea – uma vez que não se baseia nas coisas desse mundo –, mas eterna – pois foi conquistada, de uma vez por todas, na cruz.

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
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