O caminho da salvação (Parte 1)

Áurea Emanoela

O caminho da salvação

A Bíblia nos conduz a uma profunda reflexão a respeito da condição do homem – como indivíduo e na sociedade -, coloca-nos frente à nossa desesperada necessidade de salvação. Encontramo-nos em um “círculo vicioso”, numa perigosa posição de culpa e impotência. Nossa culpa nos desqualifica para recebermos, por merecimento, o único recurso que porventura poderia tirar-nos de nossa incômoda posição. Nenhum poder humano pode solucionar esse problema, tirando o homem do círculo vicioso em que está. Se o homem tiver de ser salvo, Deus precisa tomar a iniciativa.

Como afirma James Montgomery Boice,

isso não quer dizer que todas as pessoas são tão más quanto elas poderiam ser. Significa, antes, que todos os seres humanos são afetados pelo pecado em todo campo do pensamento e da conduta, de forma que nada do que vem de alguém, separado da graça regeneradora de Deus, pode agradá-lo. À medida que nosso relacionamento com Deus é afetado, nós somos tão destruídos pelo pecado que ninguém consegue entender adequadamente Deus ou os caminhos de Deus. Tampouco somos nós que buscamos Deus, e, sim, é ele quem primeiramente age dentro de nós para levar-nos a agir assim.

Existem várias descrições sobre a horrenda sorte do homem – fracasso, destruição, vazio, alienação, escravidão, rebelião, enfermidade, corrupção, imoralidade e morte. Igualmente variadas são as fúteis tentativas humanas de remediar essa situação – iluminação intelectual da ignorância, reforma moral, esforços ascéticos, tratamento médico ou psicológico, melhoramento social pelo emprego dos recursos tecnológicos, estratagemas os mais variados possíveis e, acima de tudo, técnicas religiosas criadas pelo homem.

Desde bem cedo em sua história, o homem teve de perceber, como continua tendo de ver, que não pode produzir a sua própria salvação, por causa da natureza radical de seu pecado e egocentrismo. Mais do que isso, as suas tentativas de salvar a si mesmo são a pior afronta a Deus, e fazem com que incorramos em Seu julgamento. A Bíblia expõe-nos Deus em santo amor, a conceber e a desdobrar um “plano de salvação” e o ponto crucial dessa salvação é a cruz de Cristo (Romanos 1.16; 1Coríntios 1.18).

É na morte de Seu Filho que Deus realiza o ato focal da salvação que oferece ao homem. Por toda a revelação bíblica, é o próprio Deus quem, movido por santo amor, provê a salvação. Os “retratos” são variados, mas o quadro daí resultante exibe a majestade, o mistério, o poder e a misericórdia de Deus em ação: o pecado, que é uma afronta à santidade de Deus, é removido em Cristo; condições legítimas de paz com Deus são ratificadas por Cristo, o qual estabeleceu a paz por meio de Sua cruz e fez expiação pelo homem alienado de seu Criador; um resgate foi pago para redimir ou libertar o escravo de sua escravidão; a absolvição, perante o “tribunal de justiça”, é declarada, visto que Deus, em Seu Filho, já suportou o julgamento e sofreu a pena imposta ao homem, ao identificar-se com o pecador em seu pecado; a honra de Deus fica satisfeita pela perfeição de Cristo, apresentada em obediência; Cristo une em Si mesmo a humanidade e a leva em Seu sacrifício até o Pai; Cristo é supremamente vitorioso em sua morte.

(Leia a Parte 2 e a Parte 3 – em breve)

Por: Áurea Emanoela Holanda Lemos | PreciosoCristo | Original aqui.
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